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Saúde mental materna

Nem todo pós-parto é felicidade o tempo todo — e tudo bem pedir ajuda

Cansaço, choro e insegurança podem aparecer. Entenda quando o sofrimento precisa de apoio profissional imediato.

Mãe no pós-parto sendo acolhida por uma pessoa de sua rede de apoio

Sentimentos contraditórios existem

O pós-parto reúne mudanças hormonais, privação de sono, recuperação física e uma rotina completamente nova. É possível amar o bebê e, ao mesmo tempo, sentir medo, saudade da vida anterior, insegurança ou dificuldade para criar vínculo.

Isso não faz de ninguém uma mãe pior. A rede de apoio precisa cuidar da mãe de forma prática: oferecer comida, descanso, escuta e divisão real das tarefas.

Quando procurar ajuda profissional

  • Tristeza intensa ou sensação de vazio que persiste ou piora.
  • Perda de interesse, culpa extrema, ansiedade intensa ou incapacidade de descansar.
  • Dificuldade de realizar cuidados básicos consigo ou com o bebê.
  • Pensamentos de morte, suicídio ou de machucar o bebê.
  • Confusão, alucinações, ideias irreais ou mudança brusca de comportamento.

Ajuda é tratamento, não fraqueza

Converse com a unidade de saúde, obstetra, médico de família, psicólogo ou psiquiatra. Se houver risco imediato, procure uma emergência. No Brasil, o CVV atende pelo 188 e o SAMU pelo 192.

Se você está pensando em se machucar ou machucar o bebê, não fique sozinha: chame alguém de confiança agora e procure atendimento de urgência.

Fontes consultadas

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